Flickr: Street Art in Lisbon, The Carnation Revolution Jeanne Menjoulet e Sérgio Guimarães
Que a maioria da liberdade prevaleça sempre, na forma e substância, sobre a minoria castradora, no meu país, com os portugueses e, em geral, no mundo.
Junto-me aos milhares, ou milhões, de vivas sobre a Liberdade neste dia 25 de abril, dia da Revolução dos Cravos.
É sempre bom recordar e reconhecer o seu significado e sentido, embora creia que o número dos seus adversários tenha aumentado, em todas as esferas da nossa vida.
Aliás, estou convencido de que, a medir pelo grau de intervenção cívica e social na defesa dos valores da Revolução das pessoas, muitas se acomodariam, ajustariam e, em alguns casos, até seriam “polícias do pensamento”, sob um regime não democrático e livre.
O combate pelos valores da liberdade é, portanto, diferente na forma, conteúdo e lugar, e até no tipo de pessoas que o lideram, consoante o estado de paz ou de guerra de um país.
Parece-me, pois, um erro grave reduzir os valores de Abril ao âmbito político, assim como é uma ilusão pensar que temos as lideranças e garantias adequadas para nos proteger dos autoritarismos e da falta de ambição, audácia e de vontade de todos prosperámos, individualmente e em conjunto.
Não obstante, hoje é um bom dia para homenagear a liberdade, a nossa frágil e rica liberdade, sem esquecer que, à luz do universo (e da História), as pessoas são pequenas por natureza, ínfimas e finitas partículas de pó num infinito universo.
Temos, pois, que nos inspirar naqueles que realmente fazem a diferença e a mudança para um mundo melhor, seja este uma casa, uma organização, uma instituição ou um país.
A grandeza humana é revelada pela sua ação, entre si e os seus semelhantes, i.e., na sociedade.
Que a maioria da liberdade prevaleça sempre, na forma e substância, sobre a minoria castradora, no meu país, com os portugueses e, em geral, no mundo.
Inspirado na figura referencial da ação histórica de Salgueiro Maia, é o meu desejo neste nosso dia nacional da liberdade.