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	<title>democracia - Nuno Cunha Rolo</title>
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		<title>O mito da democracia como expressão da liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nuno Cunha Rolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 17:49:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há quem pense que a Grécia foi o berço da democracia, mas na verdade, foi apenas o berço da democracia ocidental.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1863" class="elementor elementor-1863" data-elementor-post-type="post">
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									<p>Há quem pense que a Grécia foi o berço da democracia, mas na verdade, a democracia “ateniense”, ou até mesmo a “grega”, foi apenas o berço da democracia ocidental, ou melhor, o berço do Ocidente ou da sua construção democrática (Canfora, “A Democracia: História de uma Ideologia”, 2007).</p><p>Primeiro, porque há registos de Heródoto, nas suas “Histórias”, no qual afirma claramente que antes de Clístenes a democracia política tinha sido inventada na Pérsia.</p><p>Segundo, porque, em Atenas se combateu, de facto, a tirania (governo de um homem, qual Creonte, independentemente de ser bom ou mau), mas institui-se um regime de governação a favor do “povo”, i.e., a “maioria dos cidadãos”, pois não confundiam povo com multidão, embora, em bom rigor, o regime se fundasse na escravidão (dos 5 milhões habitantes estimados na Grécia Antiga, 4 milhões eram escravos). Por outro lado, também com honesto rigor, não existe nenhum texto ateniense que elogie a implantação da democracia, tal como a conhecemos.</p>								</div>
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									<p>Nem o famoso Discurso de Péricles, relatado por Tucídides na sua “História da Guerra do Peloponeso”, escapa a esta afirmação. Da alegada frase que o grande general (“estratego”) da Grécia Antiga terá dito: “Porque o Estado, entre nós, é administrado no interesse do povo e não de uma minoria” (escrito de Tucídides), importa sublinhar que “povo” aqui não se confunde com a noção e âmbito atual de cidadania, antes com pessoas que possuem direitos políticos, os quais não eram nem universais, nem iguais para todos, excluindo escravos, mulheres, estrangeiros (metecos), entre outros.</p><p>Com efeito, até entre os maiores mestres da filosofia grega eram defensores da democracia. Platão e Sócrates foram contra a democracia. Aristóteles dizia que o princípio da maioria não tinha uma relação sustentável com a democracia, pois também na oligarquia vigorava o critério da maioria. O que os unia era o medo da anarquia de serem governados pelos ignorantes, pelos pobres (e também pelos ricos), ou pela <em>multidão</em>, palavra que, depois de Marx, ficou universalmente conhecida por as massas. Aliás, dois séculos mais tarde, Hannah Arendt, no seu livro “As Origens do Totalitarismo”, faria a mesma distinção entre povo e multidão, com base no critério da representação política, o primeiro, de índole coletivista, quer que seja eficaz, o segundo, de índole individualista, odeia-a. Foram estes medos que os levaram a duvidarem da forma democrática de governo, pois, poderia o poder cair nas ruas e assim, na anarquia (ausência de poder) e na anomia (ausência da lei), e a preferirem uma espécie de aristocratização da democracia, dos melhores e mais sábios, ou seja, um governo da minoria, liderado pelos “senhores comuns”.</p><p>Tal tinha fundamento na própria Bíblia, no Novo Testamento, que contém um trecho onde justifica a manutenção desta “servidão”, aceitando a escravatura, na Epístola de S. Paulo aos Efésios (6, 5-9):</p>								</div>
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									<p class="elementor-icon-box-description">
						Escravos, obedecei aos vossos senhores nesta vida, com temor e tremor, com simplicidade, como a Cristo. Servi de bom grado, como se servísseis ao Senhor e não a homens. Vós sabeis que cada um, escravo ou livre, receberá do Senhor o Bem que tiver feito. Senhores, tratai os vossos servos do mesmo modo. Deixai de lado as ameaças: bem sabeis que tanto eles como vós tendes o mesmo Senhor, que está no Céu e não faz distinção de pessoas.					</p>
				
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